Síndrome Metabólica, uma realidade que pode ser combatida e superada

Colesterol1Estamos no comecinho de mais um ano e nada é mais indicado do que darmos uma verificada em nossa “máquina;” saber como estamos em termos de saúde é fundamental. É melhor do que sermos pegos de surpresa; não é tanto sacrifício assim, irmos ao médico e pedirmos que nos examine.

Eu fiz isso, embora tenha feito por sentir alguns incômodos, E NÃO DE FORMA PROGRAMADA (COMO DEVE SER).

Não me arrependí, mas, pelo contrário estou deveras satisfeito, pois, pude identificar algumas oportunidades de melhorar minha saúde.

Nada complicado e mesmo que você não tenha plano de saúde, faça pelo SUS e se for possível invista em torno de cem reais e faça particular, pois, o custo benefício é altamente positivo.

Disponibilizamos a seguir dois textos que falam de um mal que a cada dia se consolida: A SÍNDROME METABÓLICA.

da redação, diácono Eliezer Gomes

Síndrome Metabólica

O termo Síndrome Metabólica descreve um conjunto de fatores de risco metabólico que se manifestam num indivíduo e aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes. A Síndrome Metabólica tem como base à resistência à ação da insulina, daí também ser conhecida como síndrome de resistência à insulina. Isto é: a insulina age menos nos tecidos, obrigando o pâncreas a produzir mais insulina e elevando o seu nível no sangue. Alguns fatores contribuem para o aparecimento: os genéticos, excesso de peso (principalmente na região abdominal) e a ausência de atividade física.

O diagnóstico é dado quando três ou mais fatores de risco estiverem presentes numa mesma pessoa.

Veja, a seguir, quais são eles:

Fatores de Risco

  • Grande quantidade de gordura abdominal – Em homens cintura com mais de 102cm e nas mulheres maior que 88cm.
  • Baixo HDL (“bom colesterol”) – Em homens menos que 40mg/dl e nas mulheres menos do que 50mg/dl.
  • Triglicerídeos elevado (nível de gordura no sangue) – 150mg/dl ou superior
  • Pressão sanguínea alta – 135/85 mmHg ou superior ou se está utilizando algum medicamento para reduzir a pressão
  • Glicose elevada – 110mg/dl ou superior.

Ter três ou mais dos fatores acima é um sinal da presença da resistência insulínica, que é um hormônio produzido pelo pâncreas. Esta resistência significa que mais insulina do que a quantidade normal está sendo necessária para manter o organismo funcionando e a glicose em níveis normais.

Quem Tem Risco de Desenvolver a Síndrome?

Segundo as pesquisas uma em cada cinco adultos nos Estados Unidos tem a Síndrome Metabólica. A Síndrome ocorre com mais freqüência entre os africanos, hispânicos, asiáticos e americanos nativos.

Para a maioria das pessoas o desenvolvimento da síndrome aumenta com o envelhecimento. O risco aumenta se a pessoa tem uma vida sedentária, sem atividade física e se tem:

  • aumento do peso, principalmente na região abdominal (circunferência da cintura);
  • histórico de diabetes na família;
  • níveis elevados de gordura no sangue;
  • pressão alta.

A maioria das pessoas que tem a Síndrome Metabólica sente-se bem e não tem sintomas. Entretanto, elas estão na faixa de risco para o desenvolvimento de doenças graves, como as cardiovasculares e o diabetes.

Qual o Tratamento?

O aumento da atividade física e a perda de peso são as melhores formas de tratamento, mas pode ser necessário o uso de medicamentos para tratar os fatores de risco. Entre eles estão os chamados “sensibilizadores da insulina”, que ajudam a baixar a açúcar no sangue, os medicamentos para pressão alta e os para baixar a gordura no sangue.

Se você identificou em seu organismo alguns dos fatores, descritos acima, procure um profissional. O endocrinologista é o especialista em hormônios e metabolismo, que pode fazer o diagnóstico, tratamento e acompanhamento mais adequado se você tiver a síndrome.

O Que Fazer com Essas Informações?

Lembre-se, perder peso e praticar alguma atividade física são as melhores formas de prevenir e tratar a Síndrome Metabólica. Detectar o problema pode reduzir o aparecimento de futuras doenças cardíacas. Além disso, você terá tempo de mudar seu estilo de vida, evitando o desenvolvimento de diversas complicações.

Fonte: The Hormone Foundation / The Endocrine Society

 Síndrome Metabólica? O que É Isso?

Muito tem se falado a respeito da Síndrome Metabólica. Mas, afinal o que significa isso?

Na década de 80, um pesquisador chamado Reaven, observou que doenças frequentes como hipertensão, alterações na glicose e no colesterol estavam, muitas vezes, associadas à obesidade. E mais que isso, essas condições estavam unidas por um elo de ligação comum, chamado resistência insulínica. A valorização da presença da Síndrome se deu pela constatação de sua relação com doença cardiovascular. Quando presente, a Síndrome Metabólica está relacionada a uma mortalidade geral duas vezes maior que na população normal e mortalidade cardiovascular três vezes maior.

A insulina é o hormônio responsável por retirar a glicose do sangue e levá-la às células do nosso organismo. A ação da insulina é fundamental para a vida. Mas, a insulina também é responsável por inúmeras outras ações no organismo, participando, por exemplo, do metabolismo das gorduras. Resistência insulínica corresponde então a uma dificuldade desse hormônio em exercer suas ações. Geralmente ocorre associada à obesidade, sendo esta a forma mais comum de resistência.

Síndrome Metabólica corresponde a um conjunto de doenças cuja base é a resistência insulínica. Pela dificuldade de ação da insulina, decorrem as manifestações que podem fazer parte da síndrome. Não existe um único critério aceito universalmente para definir a Síndrome. Os dois mais aceitos são os da Organização Mundial de Saúde (OMS) e os do National Cholesterol Education Program (NCEP) – americano. Porém o Brasil também dispõe do seu Consenso Brasileiro sobre Síndrome Metabólica, documento referendado por diversas entidades médicas.

E você, Tem Síndrome Metabólica?

Segundo os critérios brasileiros, a Síndrome Metabólica ocorre quando estão presentes três dos cinco critérios abaixo:

  • Obesidade central – circunferência da cintura superior a 88 cm na mulher e 102 cm no homem;
  • Hipertensão Arterial – pressão arterial sistólica ³ 130 e/ou pressão arterial diatólica ³ 85 mmHg;
  • Glicemia alterada (glicemia ³110 mg/dl) ou diagnóstico de Diabetes;
  • Triglicerídeos ³ 150 mg/dl;
  • HDL colesterol £ 40 mg/dl em homens e £50 mg/dl em mulheres

Eu tenho Síndrome metabólica: e agora?

Pelo fato da Síndrome Metabólica estar associada a maior número de eventos cardiovasculares é importante o tratamento dos componentes da Síndrome. É fundamental que seja adotado um estilo de vida saudável, evitando fumo, realizando atividades físicas e perdendo peso. Em alguns casos o uso de medicação se faz fundamental. Um endocrinologista pode avaliar e orientar seu caso especificamente.

Consultoria: Mônica de Oliveira – Comissão de Novas Lideranças

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