SILÊNCIO DA CUMPLICIDADE por Reverendo Antônio Carlos Costa*

Fiz um print dessa página do Globo de hoje. Por quê? Esse espírito já está presente em grande parte das igrejas evangélicas brasileiras. Temos de resisti-lo.

Eles têm um projeto de poder, um plano assimétrico, anacrônico, infantil, de “redimir a cultura” e, nessa perspectiva, chamam de comunista a todos que deles divergem.
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Preocupa-me a quantidade de pessoas que se dizem evangélicas, mas que se calaram diante do que Trump e seu bando fizeram no Capitólio na semana passada.
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Repito o que disse logo após o episódio antidemocrático ocorrido na capital americana: “Cabe aos cristãos conservadores reconhecer que parte do movimento foi contaminado por uma paixão política e ideológica que precisa, devido ao seu caráter virulento, ser condenada publicamente, do mesmo modo como se é cobrado de muçulmanos que condenem atos terroristas que são feitos em nome da sua religião ou se pede de marxistas que façam avaliação crítica histórica das tentativas de implantação do marxismo que desembocaram em regimes totalitários de esquerda”.
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Tim Keller fez ontem apelo aos cristãos americanos no sentido de orarem pelo que pode ocorrer no país entre os dias 16 e 20 de janeiro.
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Há planos de manifestações armadas. Tem evangélico bancando essa história.
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Quando olho para a aliança que a igreja americana fez com Trump e a brasileira fez com Bolsonaro, lembro-me do profeta Isaías:
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“Ai dos filhos rebeldes”, diz o SENHOR, “que executam planos que não procedem de mim e fazem aliança sem consultar o meu Espírito, para acrescentarem pecado sobre pecado!
Eles descem ao Egito sem me consultar, buscando refúgio em Faraó e abrigo à sombra do Egito!
Mas o refúgio de Faraó se transformará em vergonha para vocês, e o abrigo na sombra do Egito resultará em humilhação”. Isaías 30:1-3
*Pastor Presbiteriano com atuação no Rio de Janeiro

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