Em confinamento, por amor!

Quando criança, cheguei a torcer pelo Palmeiras, Internacional, Cruzeiro e São Paulo, além do meu preferido Campinense Clube.

Tinha vários times de futebol de botão de diferentes escalações, “camisas” e cores. Quando adulto me fixei no Botafogo do Rio, pela tendência natural de baixar a expectativa, torcendo pelo mais fraco, e poder suportar a gozação da derrota, quase sempre, para poder comemorar, de vez em quando.

Nunca fui muito bom em torcer fanaticamente por nada, nem por ninguém.
Resultado: meu filho mais velho é vascaíno, a do meio gostava do “time de Kaká” e o caçula é flamenguista com maior dose de justificável fanatismo.

Nunca fui muito bom em forçar as pessoas – até as mais próximas – a concordarem comigo e torcerem por quem eu torço. Quando tento, exagero na dose e pareço controlador demais da opinião e decisão alheias (É o que dizem meus filhos!)

Mas, quando a questão é essencial, sou argumentativo, principalmente quando testemunho que meu coração é de Jesus Cristo. Tenho urgência de fazê-lo conhecido, crido e amado por todos a quem posso compartilhar as boas novas de salvação.

Amo minha família, incluindo aí minha esposa que tem lúpus e minha mãe viúva de 81 anos. Por elas, estou confinado. Não quero ser vetor de contágio para elas.

Amo meu país, a quem aprendi a homenagear cantando os hinos da independência e da bandeira, além do inesquecível “ouviram do Ipiranga…”.

Ainda hoje choro (e quem me conhece sabe que não choro por qualquer coisa) com hasteamento de bandeira, competição esportiva e desafios/lutas do meu Brasil.

Por eles (família e pais), estou disposto a morrer, e se preciso for, para defende-los, até mesmo a matar. Seria uma tragédia chegar a esse ponto. Mas, entre eles e qualquer outro, a opção já foi feita.

Por isso, respeitando quem torce diferente até com argumentos consideráveis, eu vou ficar em casa.

Não vou levar meu grito de guerra para a arquibancada, nem desfraldar qualquer bandeira. Não vou entrar em briga de torcida organizada.

Vou continuar torcendo pela vida e não pela morte, pela ordem e progresso, pela unidade, recondução e reconstrução nacionais.

Cada um faça o que lhe for mais razoável. Oro para que Deus conduza a cada um de nós e às autoridades do país com sabedoria.

Autor: Robinson Grangeiro

Artigo publicado pelo autor em sua página no facebook

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