É HORA DE VOLTAR PARA A CASA DO PAI – Rev. Estevão Domingos de Oliveira*

Quase sempre, os primeiros desenhos de uma criança representam o lar. Muitas gastam tempo e procuram retratar a necessidade que elas têm de pertencer a alguém ou a algum lugar. Desenham casinhas com cercas, árvores, flores, pequenos caminhos e, geralmente, gravuras dos pais e irmãos. O sol brilhante fica lá em cima no céu azul e, geralmente, há alguns pássaros voando. Há crianças que colocam até chaminés em suas casas. E a fumacinha parece dizer: “Volte, você é bem-vinda!”

Quando enfrentam problemas, a primeira reação da criança é mesmo querer voltar para casa, para junto da família, buscando o refúgio dos pais (e mesmo quando não são mais crianças). Mas, o tempo passa, a criança cresce, torna-se adolescente, jovem e adulto. Chega o momento que será preciso mesmo sair de casa, enfrentar o mundo, formar seu próprio lar, ter e educar seus próprios filhos, que, com certeza, também irão rabiscar casinhas com cercas, árvores ao redor, flores, animais e aves.

A conclusão é que há os filhos que voam de casa para forjarem os seus próprios casulos, porque o tempo natural chegou, é há também os que fogem para longe nas asas da desobediência e da rebelião, alguns para nunca mais voltar.

A Bíblia conta a história de um jovem rebelde que deixou a segurança da casa de seus pais e partiu tomando rumo incerto. Levava consigo muito dinheiro que desperdiçou totalmente. O dinheiro acabou e o jovem, desesperado e arrependido, voltou correndo para os braços do pai (Lc 15.11-32). O Pai, com indizível alegria, o recebeu! Ele voltou para casa!

Muitas pessoas hoje sofrem porque um dia se afastaram de Deus. Acharam que longe da casa do Pai seria melhor para elas. Quem um dia pensou e agiu assim precisa agora voltar depressa para casa, para junto dos seus irmãos, com sincero arrependimento e pedir perdão ao seu Pai. Ele receberá a todos de braços abertos, com toda certeza. Cada um precisa saber que a disciplina misericordiosa do lar – da casa do Pai – é incomparavelmente mais suave que o castigo impiedoso do mundo, que não conhece misericórdia e ignora o perdão.

Para quem um dia abandonou a companhia do Pai, é tempo de voltar para casa! É tempo do retornar e de recomeçar. É tempo de agir como a criança que somente nos braços do pai encontra segurança. O coração do Pai se alegra com o filho que volta.

No Amor de Cristo!

*Pastor efetivo da Igreja Presbiteriana de Jaguaribe

rev.estevao@gmail.com

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